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Direito de resposta

O senhor Amilcar Guimarães, titular da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Pará, enviou a este blog o seguinte comentário ao post “Ataque verbal de juiz a jornalista repercute na internet”. A moderação deste blog considerou a mensagem um direito de resposta, por isso o destaque ao seu conteúdo, sem qualquer alteração quanto ao texto original, com o respectivo comentário dos moderadores.

Só pra constar, publiquei o seguinte na minha página no face:

As pessoas ficam horrorizadas quando lêem o que foi escrito pelo Amilcar.

Sejamos justos: é um texto bem bobinho e só teve repercussão porque o moço é Juiz. O que ninguém lembra é que além de juiz (que é só um funcionário público) o cavalheiro também é homem, com todos os vícios e defeitos de todos os outros. Nem melhor, nem pior.

O Juiz fica no Fórum, nos processos e no sofrimento de todo dia decidir a vida alheia. Este local é o lugar do Duque de Capanema; é o local onde Dom Amilcar de Orleans, Bragança, Capanema e arredores exerce sua irreverência; exerce seu direito de ser menino.

Aqui ele conta piada, expõe sua megalomania, debocha de si mesmo, faz bullying com as amigas, se diverte enfim.

Nesse contexto e com esse espírito, escreveu um texto de protesto contra quem o acusa de corrupção. Com sua rara inteligência (menor apenas do que sua modéstia) expôs dois caminhos escolhidos por outras duas vítimas: primeiro o da vingança física, a qual cogitou mas não aderiu por não conhecer seus caminhos; segundo, a via judicial que também recusou por não confiar na Justiça.

Pausa: “por não confiar na Justiça”. Tendo usado esta expressão foi metralhado, bombardeado, crucificado, morto e sepultado, inclusive por seus pares, e ninguém prestou atenção quando explicou que aquilo foi mal colocado e no contexto significava que Dom Amilcar não confia na justiça para resolver problemas das carpideiras que vão à justiça chorar uma dor que em verdade não sentem, apenas para obter lucro ou punir seus desafetos. Afastado o caminho da violência e o da justiça, reservado às carpideiras, Dom Amilcar optou por um caminho heterodoxo: uma partida de tênis. Outra piada, pois todos nós sabemos que o antagonista nunca segurou uma raquete.

Qualquer leitor com mais de dois neurônios teria percebido que Dom Amilcar, depois de fazer o seu desabafo, não tinha o menor interesse em confrontar seu detrator (daí o desafio para um duelo bizarro). As expressões, canalha, bestalhão, pateta, não são ofensas; são recursos lingüísticos usados no contesto e, cá pra nós, declarar-se ofendido com isso é atitude de carpideira.

Mas não faltaram mocinhas escandalizadas e rapazes enraivecidos. Falsos moralistas…

Doravante, peço aos detratores do homem Amilcar Guimarães que parem de se referir a ele como juiz (salvo se diretamente relacionado com o exercício da função), inclusive em respeito a seus colegas magistrados que não compactuam com sua maneira de ser ou de ver a vida; doravante tenham a decência de referir-se ao nobre senhor como “Duque de Capanema”, cujo tratamento não é meritíssimo, mas sua graça.

Nosso comentário:

Senhor Amilcar Guimarães,

Quando, no último dia 29 de fevereiro, o senhor fez os comentários em seu mural no Facebook relacionados à condenação do jornalista Lúcio Flávio Pinto, não os fez apenas como um cidadão que tem o direito de se manifestar entre os pares; mas os fez, sim, como juiz, como serventuário da justiça, empossado e remunerado com recursos públicos, ao se referir a um cidadão que foi réu em um processo do qual ambos fizeram parte.

Além disso, outra ação relacionada ao jornalista continua ativa em seu poder, mais um motivo para que fossem resguardados ao ambiente adequado – não a uma página sem controle de privacidade de uma rede social – os assuntos relacionados às atividades como funcionário público, de grande responsabilidade, pois dizem respeito aos destinos de outrem. Não à toa, como o senhor mesmo acabou de mencionar em sua mensagem a este blog, os seus pares desaprovaram e desaprovam suas atitudes.

Agradecemos a sua manifestação.

Moderação do Blog Todos com Lúcio Flávio Pinto

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