Ataque verbal de juiz a jornalista repercute na internet

Continua a repercutir na internet o ataque verbal feito pelo juiz Amilcar Guimarães, titular da 1ª Vara Cível do TJE-PA, ao jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, na página pessoal que o magistrado mantém no Facebook. A postagem feita no dia 29 de fevereiro se relaciona à condenação imposta pelo juiz ao jornalista em 2006, que o obriga a pagar indenização de R$ 8 mil (valor da época) ao já falecido empresário Cecílio do Rego Almeida. Valendo-se de termos chulos, o juiz causou indignação pública.

A postagem no mural dele, até o início da noite de hoje, somava 53 compartilhamentos por pessoas escandalizadas com a atitude.

A jornalista Ana Célia Pinheiro, no blog A Perereca da Vizinha, fez um comentário ácido sobre a atitude do magistrado ao comparar o motivo da condenação do jornalista, o uso da expressão “pirata fundiário”, a comentários feitos pelo próprio juiz ao presidente do Senado, José Sarney: “Além disso, causa espécie que o doutor Amilcar Guimarães tenha visto tamanha ofensa na expressão pirata fundiário, quando ele mesmo, Amilcar, em seu Facebook, diz que o presidente do Senado, José Sarney, assalta, há 50 anos, os cofres públicos…”, escreveu a blogueira.

O Informativo Ambiente Já também fez referência ao assunto, publicando matéria a partir do blog Todos com Lúcio Flávio Pinto.

O jornal Diário do Pará, em sua versão on line, fez um resumo do fato e mencionou a repercussão nas redes sociais.

No blog Hupomnemata, o professor Fábio Fonseca de Castro, questiona: “O juiz que condenou Lúcio Flávio Pinto: espetáculo de irracionalidade e/ou falta completa de discernimento?”. E continua:

– “Digam se não é uma coisa completamente despropositada. Se o tal juiz não foge completamente ao bom senso e aos bons termos que lhe exige o cargo. Se não envergonha os outros magistrados, sua classe. Se não envergonha a todos os paraenses, porque é um paraense”.

Este blog continuará acompanhando a repercussão pela internet. Acompanhe.

Última atualização às 22h51m

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4 Comentários

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4 Respostas para “Ataque verbal de juiz a jornalista repercute na internet

  1. Pingback: Direito de resposta | TODOS COM LÚCIO FLÁVIO PINTO

  2. Amilcar guimarães

    Só pra constar, publiquei o seguinte na minha página no face:

    As pessoas ficam horrorizadas quando lêem o que foi escrito pelo Amilcar.

    Sejamos justos: é um texto bem bobinho e só teve repercussão porque o moço é Juiz. O que ninguém lembra é que além de juiz (que é só um funcionário público) o cavalheiro também é homem, com todos os vícios e defeitos de todos os outros. Nem melhor, nem pior.

    O Juiz fica no Fórum, nos processos e no sofrimento de todo dia decidir a vida alheia. Este local é o lugar do Duque de Capanema; é o local onde Dom Amilcar de Orleans, Bragança, Capanema e arredores exerce sua irreverência; exerce seu direito de ser menino.

    Aqui ele conta piada, expõe sua megalomania, debocha de si mesmo, faz bullying com as amigas, se diverte enfim.

    Nesse contexto e com esse espírito, escreveu um texto de protesto contra quem o acusa de corrupção. Com sua rara inteligência (menor apenas do que sua modéstia) expôs dois caminhos escolhidos por outras duas vítimas: primeiro o da vingança física, a qual cogitou mas não aderiu por não conhecer seus caminhos; segundo, a via judicial que também recusou por não confiar na Justiça.

    Pausa: “por não confiar na Justiça”. Tendo usado esta expressão foi metralhado, bombardeado, crucificado, morto e sepultado, inclusive por seus pares, e ninguém prestou atenção quando explicou que aquilo foi mal colocado e no contexto significava que Dom Amilcar não confia na justiça para resolver problemas das carpideiras que vão à justiça chorar uma dor que em verdade não sentem, apenas para obter lucro ou punir seus desafetos. Afastado o caminho da violência e o da justiça, reservado às carpideiras, Dom Amilcar optou por um caminho heterodoxo: uma partida de tênis. Outra piada, pois todos nós sabemos que o antagonista nunca segurou uma raquete.

    Qualquer leitor com mais de dois neurônios teria percebido que Dom Amilcar, depois de fazer o seu desabafo, não tinha o menor interesse em confrontar seu detrator (daí o desafio para um duelo bizarro). As expressões, canalha, bestalhão, pateta, não são ofensas; são recursos lingüísticos usados no contesto e, cá pra nós, declarar-se ofendido com isso é atitude de carpideira.

    Mas não faltaram mocinhas escandalizadas e rapazes enraivecidos. Falsos moralistas…

    Doravante, peço aos detratores do homem Amilcar Guimarães que parem de se referir a ele como juiz (salvo se diretamente relacionado com o exercício da função), inclusive em respeito a seus colegas magistrados que não compactuam com sua maneira de ser ou de ver a vida; doravante tenham a decência de referir-se ao nobre senhor como “Duque de Capanema”, cujo tratamento não é meritíssimo, mas sua graça.

  3. Juiz Amílcar Roberto Bezerra Guimarães
    Me diga, Excelência, com toda a sinceridade: Você deu essa sentença com total isenção? Por onde anda o CNJ?
    Você seria capaz de estimular a agressão física?Por onde anda o CNJ?
    Você é contra a liberdade de imprensa?Por onde anda o CNJ?

    E mais, eu tenho a certeza de que você não se vendeu, mas tem pessoas(não seria o seu caso?) que muitas vezes fazem certas coisas por medo de represálias por terem o rabo preso(não é o seu caso).Por onde anda o CNJ?
    Você consegueria dormir se tivesse prejudicado(“só porque alguém pediu”) uma pessoa batalhadora que é um exemplo de honestidade e dignidade?Por onde anda o CNJ?

    Não esqueça de que tudo na vida um dia tem fim.

    Aproveito para mandar a letra do Chico Buarque para você meditar
    Para você ou alguém que venha à sua lembrança

    APESAR DE VOCÊ

    Amanha vai ser outro dia, amanha vai ser outro dia.
    Hoje você é quem manda, falou, tá falado, não tem discussão, não
    A minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão, viu
    Você que inventou esse estado e inventou de inventar toda a escuridão
    Você que inventou o pecado esqueceu-se de inventar o perdão

    Apesar de você, amanhã há de ser outro dia
    Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia
    Como vai proibir quando o galo insistir em cantar
    Água nova brotando e a gente se amando sem parar

    Quando chegar o momento, esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro
    Todo esse amor reprimido, esse grito contido, esse samba no escuro
    Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de desinventar
    Você vai pagar e é dobrado cada lágrima rolada nesse meu penar

    Apesar de você, amanhã há de ser outro dia
    ‘Inda pago pra ver o jardim florescer qual você não queria
    Você vai se amargar vendo o dia raiar sem lhe pedir licença
    E eu vou morrer de rir, que esse dia há de vir antes do que você pensa

    Apesar de você

    Apesar de você, amanhã há de ser outro dia
    Você vai ter que ver a manhã renascer e esbanjar poesia
    Como vai se explicar vendo o céu clarear de repente, impunemente
    Como vai abafar nosso coro a cantar na sua frente
    Apesar de você
    Apesar de você, amanhã há de ser outro dia

    Que você seja muito feliz, espero que consiga
    Osvaldo

  4. Aragão, João Dias

    Um fato e duas versões

    Tudo que me interessa e me faz solidário a qualquer cidadão processado administrativamente ou judicialmente, é a verdade dos fatos, o julgamento imparcial.

    É estranho e, não tanto corriqueiro nos Tribunais para os operadores do Direito, em matéria de responsabilidade civil é entender o porquê na urgência dos trâmites, na sua apreciação e decisão proferida pelo magistrado. É inédito e, o que chama atenção é o fato do Meritíssimo com uma só cajadada, ou melhor, canetada, condenasse o réu em danos morais mas, ignorar a validade da provas materiais quanto à aquisição, legalidade e regularidade da propridade, isso é INACEITÁVEL.
    Não por acaso, em segundo grau de jurisdição, a sentença de primeiro grau foi reformada e, tudo que parecia legal e moral aos olhos do Juiz foi desfeito.

    João Dias Aragão
    (advogado)

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