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Confira as notas divulgadas ao público pelo jornalista

Confira as chamadas da nova edição do Jornal Pessoal

Arte: LuizPê

Arte: LuizPê

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Novo JP: Lúcio Flávio Pinto analisa as manifestações no Brasil

Capa 540_LuizPê

Arte de Luiz Pê

 

Jornal Pessoal, edição de nº 540, primeira quinzena de julho, já está nas bancas de Belém com as seguintes chamadas:

PASSEATAS

As vozes das ruas

Ninguém deve ter dúvidas que o Brasil realmente mudou depois que os brasileiros foram às ruas para protestar e exigir mudanças. O fenômeno é tão surpreendente que ainda continua a desafiar a compreensão sobre o que é e o que pode representar ainda. Enfrentar esse desafio favorece a democracia.

  • A ESPIONAGEM DA MINERADORA
  • JARI: NOVA ETAPA DA SUA HISTÓRIA
  • BELO MONTE SAI, DIZ O GOVERNO

 

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Veja as principais notícias do Jornal Pessoal que chega às bancas

Edição de nº 539 do Jornal Pessoal já está nas bancas a R$ 5.

GOVERNO JATENE

Improbidade com Maiorana

A administração estadual sustenta a ORM Air, de Romulo Maiorana Júnior, com contrato ilegal no valor de R$ 2,6 milhões. O Ministério Público do Estado denunciou à justiça o principal executivo do grupo Liberal e dois oficiais da PM por improbidade administrativa. A ação foi instaurada.

E mais:

  • CENSURA À IMPRENSA EM PLENA DEMOCRACIA
  •  CÃES SÃO MORTOS. E AS CRIANÇAS?
  •  MAIS UNIVERSIDADES, MENOS DEBATES

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A resistência dos povos indígenas a Belo Monte no Jornal Pessoal que chega às bancas

Arte de LuizPê

Arte de LuizPê

Confira as chamadas de capa do Jornal Pessoal nº 538, primeira quinzena de junho de 2013

HIDRELÉTRICA

A guarda do paraíso

A construção da hidrelétrica de Belo Monte chegou a um impasse diante da resistência crescente dos índios à obra. O que fazer agora: passar por cima das resistências ou rever o projeto do governo para a Amazônia? A decisão é difícil, mas precisa ser tomada agora.

E mais:

  • CONSPIRAÇÃO CASSA PUTY?
  • MAIORANA: OUTRO PROCESSO
  • PARÁ TEM MAIS UNIVERSIDADE

Jornal Pessoal, nas bancas de Belém a R$ 5.

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Por que a solidariedade a Lúcio Flávio Pinto não se estende à vendagem do Jornal Pessoal? Leia o que LFP respondeu

O selo que LuizPê criou para a campanha de solidariedade ao irmão.

O selo que LuizPê criou para a campanha de solidariedade ao irmão.

Atualizado às 13h34.

Luiz Pinto, editor de arte do Jornal Pessoal e, para quem ainda não sabe, irmão do Lúcio Flávio, fez a última da série de perguntas dos leitores-internautas ao LFP. LuizPê, que o acompanha diretamente na batalha do jornal impresso, aborda o apoio do público ao jornalista.

Luiz Pinto – Constatamos pela campanha de arrecadação da quantia em dinheiro para o pagamento da indenização ao Cecílio do Rego a enorme rede de solidariedade ao teu trabalho pelas causas amazônicas. Por que esse apoio não se estende à compra do Jornal Pessoal, já que o jornal é a maior expressão e a sobrevivência dessa tua luta, porém, a queda na venda só aumenta (mesmo levando em conta a crise do jornalismo impresso)?

LFP – Já participei de várias iniciativas para arrecadar fontes para o JP e formar grupos de apoio. Nenhuma prosperou. Lembro uma, comandada pelo então reitor da UFPA, o atual deputado federal Nilson Pinto de Oliveira, realizada no Núcleo de Arte, na Praça da República. Foi a primeira e única reunião, embora tenha começado muito bem.

Entendo esse esvaziamento. Cada um tem sua própria cruz para carregar e missões coletivas a desempenhar. Não sobra muito tempo, memória e energia para empenhar na causa do jornal. Para não renovar ilusões e frustrar esperanças, passei a considerar o JP como uma tarefa profissional, um trabalho normal. Ajo como se meu jornalzinho tivesse as mesmas condições das publicações da grande imprensa, apesar da sua condição idiossincrática (ao rejeitar a receita da venda de anúncio, o JP se condena ao pauperismo de meios para exercer o jornalismo).

Faço a minha parte da melhor maneira possível (embora tenha que reconhecer que é cada vez “menos melhor”, digamos assim, “antoniomagriescamente”). O leitor, se quiser, que faça a sua. Se não quiser, o jornal para. Como tem que ser. Do contrário, o editor vai se sentir herói ou injustiçado. Pobre do povo que precisa de herói, disse Bertolt Brecht pela boca de Galileu. A injustiça faz mal para o fígado. Melhor desopilá-lo com bom humor e tolerância.

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O jornalista precisa de uma boa formação humanista, saber ver o mundo, afirma Lúcio Flávio Pinto

A formação do jornalista é o tema de hoje da entrevista dos leitores com o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Veja o que ele respondeu à internauta Rose Silveira:

Rose Silveira – Você já teve a experiência de lecionar no curso de Comunicação Social (Jornalismo) da Universidade Federal do Pará. Mesmo considerando as variações nos perfis dos cursos de Jornalismo oferecidos pelas universidades brasileiras, a seu ver, o que não deveria faltar na formação do jornalista?

LFP – Uma boa formação humanista. Por isso, diversificada e profunda. Não me lembro de ter indicado um único manual para os meus alunos nem de fazê-los viajar pela teoria da comunicação (que, a meu ver, devia fazer parte do curso de Comunicação, se passasse a existir o de Jornalismo; caso contrário, devia receber abrigo sob o teto da semiótica e da linguística, ou mesmo da teoria literária).

Dei-lhes grandes textos do jornalismo próximo da literatura, da história ou da ciência política. E de textos da literatura que iluminam a abordagem jornalística. Ver o mundo, saber anotá-lo e repassá-lo de forma fluente, clara e agradável para os outros é a missão do jornalista.

Também mostrei aos meus alunos onde esse jornalismo foi praticado. Levava para a sala de aula exemplares das melhores publicações, nacionais e estrangeiras, do meu próprio acervo, para que eles as vissem e aprendessem a fazer algo próximo ou semelhante através de quem fizera o melhor. Por fim, testei-os a fazer com seus próprios recursos, segundo suas ideias pessoais. Foi o que fiz em sete anos na UFPA.

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Lúcio Flávio Pinto ao leitor: “Minha crença é na revolução pelo conhecimento”

A pergunta de hoje ao jornalista Lúcio Flávio Pinto vem do internauta Wendell Magalhães.

Wendell Magalhães – É certo que a sua principal batalha em favor de nossa região, estado e cidade é feita através da informação, do esclarecimento. É feita buscando mostrar a verdade nua e crua dos fatos, como todo bom jornalismo, como o teu, é feito. Porém, gostaria de saber se acreditas que essa luta contra todos os problemas que afligem e ameaçam nossa região amazônica pode ser travada com outros meios e ir além disso. Ou seja, quero que me digas se tens convicção de que os problemas da Amazônia, de servir sobretudo como mero espaço de saque desde o início da colonização, podem ser resolvidos no campo democrático e na defesa pela democracia já conquistada até aqui, ou se acreditas que podemos e devemos ir além dela.

Lúcio Flávio Pinto – A defesa não pode ser feita apenas através da palavra escrita. Tenho me empenhado também com o discurso. Faço palestras desde 1969. Já perdi a conta de quantas fiz. Uns 20 anos atrás me aproximava de 500. Os auditórios eram menores do que o público que alcanço com meus escritos. Mas a palavra oral tem uma força raramente alcançada pelos textos porque é acompanhada de olhares, gestos, eloquências e silêncios, no corpo a corpo, no olho no olho. Mobiliza muito mais.

Ainda assim, sei que falta algo mais: a ação política. Não cheguei até ela por foro íntimo. Minha política é o que tenho feito, da página impressa ao auditório. Outros podem fazer mais indo à política mais partidária. Minha crença é na revolução pelo conhecimento, a consciência e a assunção de um papel próprio por cada cidadão. Não tenho mais tempo útil para a revolução por ação armada ou qualquer forma de rompimento brusco, radical e violento. Nem confiança nessa via. Sou um homem de convicções formadas pela leitura de autores que me instruíram a agir de forma mais decidida, profunda e democrática, como Gramsci, à sombra de Marx.

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