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O que blogs, websites, portais de notícias e veículos de comunicação de modo geral publicam sobre Lúcio Flávio Pinto

Na Caros Amigos: Jornalismo independente em defesa da Amazônia

As dificuldades de fazer jornalismo independente na Amazônia serviram de tema para a entrevista do jornalista paraense Rodrigo Cruz com Lúcio Flávio Pinto, na edição da Caros Amigos desse mês.

É o Jornal Pessoal que continua repercutindo Brasil afora. Confira a capa do novo número da revista:

“Jornalismo independente em defesa da Amazônia” é o título da entrevista. Nas bancas.

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Lúcio Flávio Pinto na TV: Brasil conhece mais sobre o absurdo da perseguição judicial ao jornalista no Pará

Após a emoção de receber pessoalmente o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos na noite de terça-feira, 23, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, que é editor do Jornal Pessoal, foi o entrevistado de dois telejornais de veiculação nacional nos dias seguintes.

Nos últimos 20 anos, por enfrentar dezenas de processos judiciais, que lhe consomem tempo, energia e outros tipos de recursos, as viagens e a participação em eventos assim tornam-se cada vez mais escassas.

Record Atualidade

Lúcio Flávio Pinto em entrevista a Paulo Henrique Amorim na noite do dia 24, terça-feira

“Amazônia é o seu mundo e o seu tema”, anuncia Paulo Henrique Amorim no início da entrevista feita com Lúcio Flávio Pinto na noite da última quarta-feira, 24, no programa de entrevista Record Atualidade.

E em seguida provoca: um dos jornalistas mais premiados do Brasil, é também um dos mais perseguidos. São 33 processos judiciais movidos contra ele, que incluem a condenação por ofensa moral, após denúncia de esquema de grilagem de terras públicas na região do Xingu, posteriormente comprovada pelo próprio poder estatal.

O crime seria chamar de “pirata fundiário” o empresário Cecílio do Rego Almeida que, sem a denúncia empreendida pela reportagem, usurparia da União pelo menos cinco milhões de hectares.

Outras ações foram movidas por empresários e magistrados locais, o que se configura como perseguição judicial que o impede de exercer livremente o jornalismo e de veicular sem coerção informações de interesse de toda a sociedade.

Os processos não só tornam dramática a vida do jornalista em âmbito privado, que ainda assim não desiste de editar o jornal produzido de forma quase artesanal cuja prioridade é o conteúdo e a cobertura qualificada da região, mas também representam, no  plano político, uma ameaça à liberdade de expressão, premissa fundamental a qualquer modelo democrático.

Participou também da entrevista a diretora do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mielli, que também é jornalista.

Acesse aqui o vídeo completo.

Record News

Junto com Heródoto Barbeiro, Lúcio Flávio Pinto comenta o processo judicial contra Leonardo Sakamoto

No Jornal da Record News da noite desta quinta-feira, 25, Heródoto Barbeiro convida Lúcio Flávio Pinto para comentar o caso do também jornalista Leonardo Sakamoto, da agência de notícias Repórter Brasil, processado recentemente por uma juíza do Distrito Federal.

O motivo seria um post publicado em seu blog com o relato sobre a decisão da magistrada de suspender o resgate de trabalhadores que viviam em condições equivalentes à escravidão em uma fazenda de cana no Mato Grosso do Sul.

Na ação, ela exige que a matéria e os comentários dos leitores sejam retirados do ar e que mais nada relativo à sua reputação seja divulgado, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia, pedindo também indenização por danos morais causados pelo conteúdo. Para saber mais sobre o caso, clique aqui.

Clique e assista também à entrevista completa.

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Prêmio Vladimir Herzog será entregue a LFP na próxima terça

O Instituto Vladimir Herzog vai realizar a entrega do 34o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos e do 4o Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, no dia 23, terça-feira, às 19h30, no TUCA (Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Os jornalistas Lúcio Flávio Pinto e Alberto Dines serão os grandes homenageados do evento.

Confira aqui e aqui os vencedores dos prêmios anunciados há poucos dias.

Aguardem novidades sobre a cobertura da premiação.

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Entrevista: Luiz Pinto, o outro toque pessoal do jornal

Luiz Pinto por ele mesmo.

“O mais tenso é o momento de fazer a charge, de olhar o papel (tela) em branco e materializar o que ele me pede. O mais gratificante é voltar para casa, depois de fechar o jornal na gráfica. Gratificante seria também a gente trocar de posição, pelo menos uma vez. Eu escreveria e ele faria o desenho”.

Leitores, eis Luiz Antônio de Faria Pinto, o LuizPê, editor de arte do Jornal Pessoal, autor das charges que ilustram a publicação e irmão de Lúcio Flávio, este talvez o “cargo” mais difícil, a deduzir de suas palavras nesta entrevista feita pelas jornalistas Brenda Taketa e Rose Silveira. Luiz Pinto é o escracho onde seu irmão é o recato. E confessa: na família “só temos em comum o Faria Pinto”. Para ressaltar: “Há uma admiração mútua gerada nessas diferenças”. Dono de um traço refinado e certeiro, Luiz faz um relato bem humorado de sua trajetória artística e do trabalho no Jornal Pessoal nesses 25 anos da publicação.

Conte-nos a respeito de sua carreira como desenhista e artista gráfico. Aliás, você também é músico, não é?

Começou quando descobri minha total falta de habilidade com os pés; não conseguia fazer nem três embaixadinhas com a bola. Em compensação, me saía bem no vôlei e no espiribol. Ainda no primário, nos anos 1960 (o Fundamental de hoje), nos trabalhos de História, as cópias que fazia das gravuras de Rugendas e Debret, com lápis de cor, me levaram ao comércio do escambo. Eu desenhava para os colegas e eles copiavam as aulas para mim. Comecei a perceber que tinha jeito pra coisa e fui em frente. Na adolescência, o Lúcio me arrumou um estágio na Mercúrio Publicidade, de Abílio Couceiro, com o Walter Rocha na direção de arte. Ele que me apresentou às técnicas do desenho. No início dos anos 1970 veio o Bandeira 3 de A Província do Pará, com uma turma da pesada.

Selo para a campanha de apoio a Lúcio Flávio Pinto.

Fui para São Paulo e fiquei uns três anos perambulando pelas redações da Veja, O Estado de São Paulo e alguns alternativos da época (Movimento, Opinião, Bondinho…) e numa agência de publicidade. Cheguei a frequentar a Escola Pan-americana de Arte, muito conceituada naquele momento (Ziraldo era um dos diretores). Voltei a Belém e fui fazer diagramação em O Estado do Pará (atual Diário do Pará). Nova viagem a Salvador (BA), para diagramar no jornal A Tarde e colaborar no Boca do Inferno, reduto alternativo de jornalistas e desenhistas “expulsos” dos centros do Sudeste pela ditadura, que empastelou o jornaleco, sequestrando muita gente pra Brasília. Rasguei para Belém e entrei para o conjunto musical Sol do Meio Dia, começando como cenógrafo e produtor do material gráfico, até me tornar músico componente.

No tempo do Bandeira 3, também participava do GAL – Grupo de Arte Livre, que reunia músicos, cantores, artistas plásticos, escritores, poetas e uma fauna de malucos. Eu acabei ficando responsável pela banda de apoio, que acompanhava os cantores – Fafá, Nilson, Vital, entre outros. A nossa sede era o prédio onde hoje é a Academia Paraense de Letras, na João Diogo, em frente aos Bombeiros, que de vez em quando invadiam para acabar com a zorra que a gente aprontava nas madrugadas.

Charge para a capa do Dossiê nº 1, de março de 2012

Participei dos primeiros festivais estudantis, principalmente acompanhando Adélia Arruda (por onde anda?) com uma guitarra cheia de distorção. Toquei em alguns grupos de rock nos inferninhos da época. Elói Iglesias que o diga. Depois do fim do Sol do Meio Dia me aquietei em O Liberal, nos anos 1980, iniciando minha participação na charge diária, até que pedi para sair da redação, indo fazer a publicidade da casa, até ser demitido. Ainda nessa década toquei na noite e fiz parte da primeira formação do Pavulagem. Nos anos 1990 fiquei trabalhando em casa e, junto com a [jornalista] Socorro Costa, fizemos a história em quadrinhos do Círio e duas bonitas pessoas, que se somaram às três primeiras que eu já havia produzido. Meu último emprego foi na Gazeta Mercantil, fazendo bico de pena das personalidades e diagramação, aqui mesmo em Belém. Hoje vivo de frilas e de frias.

O Jornal Pessoal completa 25 anos, mas a sua participação no jornal começou bem depois. Como surgiu o convite para ser editor de arte do jornal?

Na verdade, participei desde o início, quando o jornal ainda era impresso nas oficinas d’O Liberal, por força dos laços familiares. Afastei-me por uns tempos e, devido à força gravitacional, voltei.

Não é muito fácil. Seria como passar o dia na praia: das 6 às 9h é legal; agora, das 10h às 16h, é f… Tenho fascinação pelo jornalista que o Lúcio é, e me irrita o irmão que tenho.

No texto escrito por você na edição especial de 25 anos do Jornal Pessoal, você comenta que ainda pequeno percebeu “que aquele cara não era normal”. O que o diferencia e o faz uma pessoa incomum, na sua visão?

Vocês estão falando do jornalista ou do irmão? Ou de mim? Brincadeira. Poderia resumir dizendo que ele é um estranho que conheço muito bem.

Todas. Aliás, na nossa família só temos em comum o Faria Pinto. Mas há uma admiração mútua gerada nessas diferenças.

No decorrer desses 25 anos de JP, você acompanha a batalha do seu irmão no judiciário e com grupos locais incomodados com a linha editorial do periódico. Diante de várias agressões e da própria perseguição política, qual sentimento prevalece?

É a indignação perante tanta mediocridade.

Qual o momento mais tenso e o mais gratificante do trabalho com ele no decorrer desses anos?

O mais tenso é o momento de fazer a charge, de olhar o papel (tela) em branco e materializar o que ele me pede. O mais gratificante é voltar para casa, depois de fechar o jornal na gráfica. Gratificante seria também a gente trocar de posição, pelo menos uma vez. Eu escreveria e ele faria o desenho.

Você já temeu ou teme por ele? O quê? E essas perseguições se estendem a você de alguma forma ou não?

Os inimigos do Lúcio têm dinheiro e poder, e essas drogas são perigosíssimas. Então, há sempre o risco. Sabe como é drogado… a parte que me cabe nesse latifúndio é um tanto quanto velada, às vezes acho que sou aquela má companhia que as pessoas evitam. Sei da qualidade do meu trabalho, sou muito criterioso com isso, mas me sinto um pouco deslocado do meio. Já quase desisti de conseguir emprego na minha área. A mim só resta o reconhecimento em outras plagas, mas sou avesso a competições. O quadrinho de autor pode ser uma saída. Tenho boas ideias, mas muitas dificuldades de concretizar. Sabe como é, mecenato cultural é raro. Mas vou tentando.

Se pudesse escolher qualquer coisa, tangível ou não, para presentear o seu irmão, o que seria?

Um prêmio lotérico. Montaria uma gráfica-editora para ele e me aposentaria.

Qual a recompensa de coproduzir o JP?

Não ter o rabo preso.

Arte da capa do Jornal Pessoal nº 519

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Amazônia, jornalismo e a peleja de Lúcio Flávio Pinto

Publicado em Carta Maior - Direitos Humanos

Por Rogério Almeida*

Num dia qualquer de maio Lúcio Flávio Pinto foi indicado por unanimidade para receber a chancela mais importante relacionada com a defesa dos direitos humanos e a cidadania do país, o Prêmio Wladimir Herzog, versão 2012. Lúcio, com quase 50 anos de profissão, desta feita foi apontado, ao contrário de outras ocasiões em que enviou produtos.

Além da qualidade do trabalho, pesou a favor do autor de mais de 15 livros, o número de processos que o mesmo responde, por pautar em seu quinzenário, o Jornal Pessoal (JP), assuntos de interesse público, tais como: desvio de recurso público, grilagem de terras, condutas suspeitas de magistrados e políticos, e por aí vai.

O jornalista mais importante em assuntos amazônicos foi ladeado pelo octogenário Alberto Dines, o coordenador do Observatório da Imprensa (OI). Dines é o responsável pela melhor fase do JB nos gloriosos anos do jornalismo brazuca. Trata-se de uma fase de incremento editorial e gráfico, que ocorreu nos fins dos anos 1950 e meados de 1960. Odylo Costa Filho levantou a bola, que foi chutada para frente por Dines, no caso do JB. No mesmo cenário, mas, em outros jornais, estavam figuras que colaboraram para a profissionalização da carreira, entre eles Samuel Weiner, Danton Jobim e Pompeu de Souza.

Em entrevistas recentes Dines rememorou um fato inusitado, a demissão do hoje senador pelo PMDB do Amapá, o maranhense José Sarney. O então correspondente do JB no Maranhão e também deputado da província tinha por hábito emplacar matérias elogiosas a ele mesmo.

É creditada a Dines a criação do caderno de cultura, bem como o caderno de estudos em comunicação. A iniciativa do caderno de cultura foi replicada de Norte a Sul do país. Ferreira Gullar, Clarice Lispector, Mário Faustino e Eneida de Moraes figuravam entre os colaboradores. Já o segundo buscava refletir de forma crítica sobre o cenário da imprensa nacional. Dines emerge no campo da comunicação como uma espécie baluarte do jornalismo nacional. Uma reserva moral.

Hoje o experimentado jornalista responde pela coordenação do OI. A produção do programa veiculado nas noites de terça feira na TV Cultura amiúde tentou contar com a participação de Lúcio. No entanto, a rotina jurídica do jornalista o impediu de comparecer fisicamente. Contudo o editor do JP nunca deixou de ser citado, a exemplo de uma edição do OI dedicada a refletir sobre a cobertura jornalística sobre a Amazônia. A motivação da pauta foi a execução do casal de extrativistas no município de Nova Ipixuna, sudeste do estado.

O programa analisou a precária e má qualidade da cobertura jornalística dos principais veículos de comunicação dos centros econômicos do Brasil sobre a região. Uma contradição foi erguida, como explicar a má publicação do jornalismo sobre a Amazônia, cumprindo a região um papel estratégico em diferentes campos? Assim como o Estado, a imprensa tem “descoberto” a região sempre após as tragédias sacramentadas.

Alguns elementos foram consensuados na tentativa de explicar o fato. Um deles é a formação do profissional. O assunto é espinhoso e complexo, demanda tempo e disciplina para coletar dados, ler tratados, ouvir especialistas e as partes em geral envolvidas nas contendas diárias. Outra dimensão levantada é o custo para efetivar viagens em processo de apuração dos fatos na região que responde por mais de 60% do território nacional.

Em solidariedade e respeito ao labor de Lúcio, Alberto Dines ousou fazer uma edição do OI aqui em Belém. Ela foi toda dedicada ao trabalho do paraoara, que mais tarde conseguiu participar de uma edição do OI no Rio de Janeiro. Quando a pauta é a Amazônia ele é referência indicada. Seja como fonte para pesquisadores ou correspondentes internacionais.

É neste cenário que há 25 anos o JP segue uma caminhada pedregosa. A mim surpreende empreendedorismo do jornalista, que bem poderia comercializar a sua capacidade intelectual para consultorias de políticos. No entanto decidiu esgrimar com assuntos indigestos. No que pese os processos e a produção do JP, foi capaz de publicar ainda no primeiro semestre dois dossiês: um sobre a grilagem de terras e um sobre a Vale. Sem falar em pelo menos dois livros, sendo um autoral sobre a hidrelétrica de Tucuruí e outro em parceria com um professor.

Uma matéria de Mário Sérgio Conti na excelente Revista Piauí, edição de julho, ilumina a trilha de bons profissionais que optaram pelos cifrões em consultorias de campanhas. Soma que sempre ultrapassa a casa do milhão. Com a capacidade e estrada que Lúcio Flávio é tributário poderia gozar de tal zona de conforto, ao mesmo no que tange ao numerário.

Qualquer pessoa medianamente informada sabe do relevante papel que o outsider Lúcio exerce em visibilizar atos secretos ou ocultos das representações de poder no estado e na região.

Assim tem conseguido se indispor com empresários, como no caso do Cecílio Rego de Almeida, que o processou por conta do JP denunciar a maior grilagem de terra já ocorrida no país. E magistrados, políticos e com donos de empresas de comunicação do estado, como o Grupo Maiorana, que controla a repetidora da TV Globo, canal por assinatura, rádios AM e FM e jornais. O grupo rivaliza com a família Barbalho o controle dos principais meios de comunicação no Pará.

E foi uma contenda com o grupo Maiorana que gerou o mais novo revés jurídico contra Lúcio Flávio Pinto. Na edição de nº 518 do quinzenário JP o jornalista esclarece os meandros do processo que o condenou a indenizar a família em cerca de R$500 mil reais.

O jornalista nascido em Santarém, no Baixo Amazonas, oeste paraense, sublinha sempre que a ele interessam os fatos e o interesse público, bem como o contraditório. No entanto, além dos processos já sofreu espancamento físico por parte de um dos Maiorana. Fato amplamente divulgado.

Outro dia encontrei o editor do JP na Gráfica Smith, na caótica Av. Pedro Álvares Cabral a revisar uma edição do jornal. Estava num canto. Quieto. O cumprimentei. Trocamos umas impressões sobre assuntos variados.
Aos olhos meus pareceu desprovido de soberba, coisa tão comum entre os pares de profissão ou acadêmicos. A ele pedi um texto para a orelha do livro Pororoca pequena: Marolinhas sobre a(s) Amazônia (s) de Cá, de minha autoria que pretendo lançar ainda este mês. Prontamente fui socorrido. E aqui agradeço novamente a gentileza. A obra foi selecionada para publicação em edital do Banco da Amazônia.

Existem discordâncias sobre o viés de análise do jornalista. Mas, é fato. O nome do mocorongo Lúcio Flávio Pinto já consta nos anais da história sobre Amazônia e o jornalismo. E isso pode ser verificado com os prêmios nacionais e internacionais, os livros, a colaboração em veículos de comunicação da grande mídia e os considerados alternativos. E ainda a experiência como educador no Brasil e exterior. Para não falar em processos.

(*) Rogério Almeida é autor do livro Pororoca pequena: Marolinhas sobre a(s) Amazônia (s) de Cá. Obra selecionada para publicação no edital de 2012 do Banco da Amazônia.

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Filho de Paulo Fonteles quer reabrir processo em torno da morte do pai

O vereador Paulo Fonteles Filho pretende amparar-se, entre outras fontes, no artigo escrito por Lúcio Flávio Pinto (“O morto insepulto”) para a coluna Cartas da Amazônia do Yahoo” Notícias, em 28 de junho. Ler o artigo aqui.

Publicada em Adital, em 13 de julho de 2012.

Carta ao jornalista Lúcio Flávio Pinto

Por Paulo Fonteles Filho, vereador paraense

Lemos com atenção redobrada a edição 516 do Jornal Pessoal em que retomas, através do artigo “A Impunidade estimula”, o caso do assassinato de nosso pai, advogado e ex-deputado Paulo Fonteles, morto covardemente no dia 11 de Junho de 1987 por um consórcio criminoso que, apenas agora, e, sobretudo, com base em teus esforços vamos podendo desvendar toda a crueza de tão infame ato de violência.

Os 25 anos do desaparecimento de Paulo Fonteles nos permitiram, contraditoriamente, uma visão mais geral e panorâmica de tal conluio criminoso e suas conexões.

O fato é que aquele crime de encomenda contra o advogado comunista teve o lugar histórico no ambiente de aprofundamento da discussão acerca do capítulo da terra durante o processo da constituinte, iniciado em junho de 1987. Em Brasília, por aqueles tenebrosos dias se encontravam milhares de camponeses ligados ao movimento sindical de trabalhadores rurais ligados à Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), testando força contra a representação máxima do grande latifúndio de então, a demoníaca União Democrática Ruralista (UDR).

Sabemos, há muito, que a forma encontrada pelos donos do poder para intimidar a luta pela necessária democratização do acesso à terra era liquidar fisicamente tão importante liderança nacional pela reforma agrária e assim, pela força das armas e da violência, rebaixar o esforço na construção de um novo mapa agrário para o país, fundamental para o progresso social do povo brasileiro.

Mas o que chama a atenção em teu artigo, tema que retomas depois de anos, é a tua afirmação de que “Hoje posso reconstituir os acontecimentos com certa riqueza de detalhes e apontar falhas incríveis na história consolidada desse crime de encomenda. Falhas essas que jamais podiam autorizar a colocação da lápide do desinteresse sobre a tumba do morto ilustre. Relatar essa reconstituição pode contribuir para combater a impunidade dos assassinos e reduzir de intensidade a violência da criminalidade. Eles ainda estão ao alcance dos nem sempre adequadamente longos braços da lei”.

Tal afirmação é um alento de que é possível, mesmo passados um quarto de século, conhecermos todo o enredo, as engrenagens e os envolvidos naquele hediondo crime. E, principalmente, levar os responsáveis, notadamente os mandantes, aos tribunais para que sejam julgados na forma da lei, dentro do Estado Democrático de Direito.

Creio que colocar à luz da atualidade o consórcio formado para obter morte por encomenda de Paulo Fonteles e tantos outros, ainda insepultos, é um importante passo para que verdadeiramente a justiça vença a omissão, o descaso e a impunidade.

A indicação de que o provável “escolhido” por sorteio, para dar consumação à empreitada criminosa, um fazendeiro de Minas Gerais com negócios no Pará, Fábio Vieira Lopes, é um importante elemento para reabrirmos o processo, pois, afinal, foi à fazenda dele, a 70 quilômetros de Redenção, que Antônio Pereira, o autor dos disparos se dirigiu dias depois de pôr fim a vida de Paulo Fonteles. Estivera ali para receber a metade que faltava do pagamento da empreitada criminosa. Antônio Pereira teria sido morto, em Minas, como queima de arquivo.

O que causa espécie e profunda revolta é o fato de que, na época, a polícia e as autoridades foram informados e nada fizeram para apurar o caso.

Há tempos, caro Lúcio Flávio, que uma figura vem à cabeça: o sinistro James Vita Lopes.

Me vem à cabeça porque James Vita Lopes atuou severamente nos órgãos de repressão política pós-64 , inclusive na famigerada Operação Bandeirantes (Oban), o que revela a estreita relação entre a malsinada “comunidade de informações” da ditadura militar e a formação de milícias da grande propriedade rural na Amazônia.

Um dos aspectos do artigo que chama a atenção é o fato de que Vita Lopes “adotava métodos típicos de força militar, possuía trânsito livre com as autoridades de segurança e ligações no mundo político”. Um episódio vai definir tal influência e indicas que “Exatamente uma semana antes do crime, Vita Lopes, então com 40 anos, foi à 2ª Seção da 8ª Região Militar, o ‘serviço secreto’, queixar-se de um roubo que sofrera entre os dias 28 e 29 de abril daquele mesmo ano. Os ladrões teriam levado um fuzil Colt calibre 5.65, de fabricação norte-americana; quatro pentes de munição, com 90 balas; seis granadas ofensivas, que têm efeito moral, só matando quando acertam diretamente o alvo; uma caixa de bala 38; de 30 a 40 balas calibre 45; uniformes camuflados de areia e selva; camisetas e gorros.

Suas declarações foram transformadas em “informe”, que levou o número 071, de natureza confidencial, avaliado no grau 3. Ou seja: não mereciam ser consideradas como uma informação, hierarquicamente de valor superior no processamento militar. Era necessário checar a sua fidedignidade. Mas foi repassada -como algo a ser analisado- aos órgãos da “comunidade de informações”, dentre os quais a Aeronáutica, a Marinha, o SNI, a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública.

O “informe” começava com a observação de que o declarante era “o famoso Capitão James”. O autor do registro conhecia bem o personagem, ao que se refere como “famoso”, e lhe dava o tratamento de capitão, embora não fosse um oficial das forças armadas (…).

Essa confiança o levou, mesmo já com o país sob a “Nova República” de José Sarney, a procurar o serviço secreto do Exército, no seu quartel-general, para comunicar o roubo de armas que ele simplesmente não podia ter, por serem de uso privativo das Forças Armadas ou exigirem, para o seu porte, uma licença especial, que ele também não possuía.

Com tais articulações, o “capitão”, como gostava de ser tratado (e era tratado até pelos militares de verdade), James montara uma teia complexa de elos, que confundiriam no rastreamento da conspiração para matar Fonteles. Ele movimentava interesses diversos e distintos, embora sempre relativos à segurança de imóveis rurais contra invasões e ocupações.

Faço esse aparte de teu brilhante texto apenas para indicar que levaremos, também, o caso à Comissão Nacional da Verdade, no sentido de revelarmos às ligações dos assassinatos por motivação política com os remanescentes quadros da terrível repressão política no Brasil. O período de investigação da Comissão vai de 1964 até 1988. Paulo Fonteles fora assassinado em 1987.

Mas nada melhor que um dia após o outro, como ensina o ditado popular. E é tempo de retomarmos o processo, reabrirmos o caso, para que esse drama insepulto verdadeiramente tenha fim e isso só será possível com a apuração do conluio criminoso e a punição dos responsáveis.

Como medida inicial, iremos provocar a Ordem dos Advogados do Brasil, seja em âmbito local e nacional, procurando anexar o “Jornal Pessoal” e as “novidades” que o caso enseja. Ainda: estamos aguardando a confirmação de uma audiência com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O sentido de buscarmos as autoridades de Brasília confirma nosso anseio de que esta apuração seja federalizada porque cremos que o judiciário paraense tem lado, porque sempre fez e faz opção pelos donos do poder e da terra.

No mais, externamos nossa imensa gratidão pelos teus esforços de reavivar o caso e solidariedade com as privações que tens sofrido sempre por defender causas justas e civilizatórias.

Com Amizade,

Paulo Fonteles Filho.

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Para conhecer o Jornal Pessoal

Para quem quer conhecer a história do Jornal Pessoal e mesmo ter acesso aos seus números antigos, vale relembrar que a Universidade da Flórida tornou acessível ao grande público boa parte da coleção impressa digitalizada: da edição de nº 1 à de nº 382, respectivamente de 1987 a 2006, perfazendo 20 anos da publicação.

Acesse neste link o University of Florida Library Catalog.

Conheça também a página do Jornal Pessoal na internet, que contém os mesmos artigos da edição impressa, mas com distância temporal em relação a esta. Acesse aqui.

O Jornal Pessoal, editado por Lúcio Flávio Pinto, vai completar 25 anos em agosto.

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Lúcio Flávio é novamente destaque no Público, jornal português

Pela segunda vez, em menos de um ano, o jornalista Lúcio Flávio Pinto é destaque no Público, jornal português, em reportagem assinada por Alexandra Lucas Coelho, edição de 3 de junho. Ela destaca, para a seção Mundo, a recente concessão do Prêmio Vladimir Herzog ao jornalista; a indenização de mais de R$ 20 mil que terá de pagar aos herdeiros do empresário Cecílio do Rego Almeida, por tê-lo classificado como “pirata fundiário” em artigo no Jornal Pessoal, enquanto o empresário foi reconhecido como grileiro, de fato, pela justiça brasileira; e o dossiê que o jornalista acaba de publicar sobre os 70 anos de criação da Vale, privatizada há 15 anos. As datas passaram em branco tanto na imprensa brasileira quanto na comunicação da própria empresa.

Lúcio também foi instigado a responder sobre o novo Código Florestal e os vetos da presidenta Dilma Roussef. “Esse código é cosmético, não vai ajudar a Amazônia”, afirma.

Atualização em 5 de junho — Lúcio Flávio Pinto pede ao blog a seguinte retificação: onde se lê que o Pará é o segundo Estado pecuarista do Brasil, leia-se o quinto. É o segundo da região amazônica, depois de Mato Grosso.

Leia a entrevista em duas partes, clicando nas imagens a seguir.

Parte I

Parte II

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Um Brasil ao mar

Publicado na coluna Cartas da Amazônia, do Yahoo! Notícias, em 31 de maio de 2012.

Por Lúcio Flávio Pinto

A antiga Companhia Vale do Rio Doce comemorava cada nova década de vida com um álbum impresso, versão renovada e ampliada do primeiro volume, no qual contava sua história até aquele momento. Parece que desta vez não haverá álbum. Parece que não haverá nada. Os 70 anos da CVRD passarão em brancas nuvens.

É um contraste com a abundante propaganda veiculada pela companhia através da imprensa. A Vale nem precisava fazer tanto anúncio. Ela vende principalmente minérios, cujo valor é calculado por milhões de toneladas. Não há muitos compradores no mercado. Os contratos de venda são de longo prazo, valendo por vários anos.

O vendedor não precisa convencer ninguém no varejo. Mesmo porque, no caso, tem o filé-mignon, o minério de ferro de Carajás, o melhor que há, sem concorrente à altura.

As intensas e sistemáticas campanhas publicitárias que a Vale faz durante o ano inteiro tem objetivo institucional e não comercial. Ela vende à opinião pública a imagem de empresa responsável, preocupada com os impactos socioambientais gerados pela sua atividade, que paga bem, na qual é um prazer trabalhar, que apoia as iniciativas culturais, está ao lado das muitas comunidades com as quais convive e é de grande valor para o Brasil.

O resultado é que foi se tornando o maior anunciante particular da mídia brasileira. Haveria coerência de estar nessa condição: afinal, ela é a maior empresa privada do país (e do continente), a segunda maior mineradora do mundo (e a maior em minério de ferro, o minério mais usado pelo homem), a 31ª companhia mundial, a que mais exporta no Brasil e a que mais gera saldo de divisas para o país.

Todas essas grandezas parecem ter feito a empresa se afeiçoar cada vez mais aos elogios de uns e à subserviência de outros; e reagir negativamente às avaliações críticas ou mesmo à autonomia de quem não segue a sua cartilha na hora de dar sua opinião. O que é capaz de explicar o silêncio constritivo da Vale diante de duas importantes datas em cronologia sucessiva: os 15 anos da sua desestatização, ocorrida em 6 de maio de 1997, e os 70 da sua criação, neste 1º de junho.

Talvez pelo seu peso no faturamento das empresas jornalísticas, a mídia não aproveitou as duas datas para fazer um balanço dessa trajetória, como era do seu dever. A própria empresa preferiu adotar a tática do silêncio, abandonando as práticas do passado. Nada de fornecer as informações devidas, como nos álbuns anteriores, para atrair e estimular o interesse da opinião pública. A Vale quer apenas coro uníssono, não contracantos.

Já está bem delineado o desvio de rota da antiga estatal. Ela foi criada em 1942 para garantir o fornecimento de matérias primas de origem mineral aos países aliados, que combatiam a Alemanha nazista. Para que pudesse desempenhar essa tarefa, até os Estados Unidos apoiaram a transferência da rica jazida de Itabira, em Minas Gerais, que pertencia ao milionário americano Percival Farquhar. Colocar a mina em operação era, naquelas circunstâncias, missão de Estado, não de indivíduos.

Desincumbindo-se da missão, a CVRD se tornaria uma empresa típica de exportação se, por pressão dos mineiros, não tivesse passado a atender também o mercado interno. A abundância de ferro permitiu a ampliação do parque siderúrgico nacional. A exportação de matéria prima se combinaria com a indução à industrialização de base.

Essa combinação seguia seu curso (semelhante ao do café na formação do parque fabril de São Paulo) até a descoberta da maior província mineral do planeta, em Carajás, no sul do Pará, no final dos anos 1960. A associação da Vale ao Japão, que se iniciara timidamente, foi incrementada.

O teor de hematita pura no minério de Carajás e a existência de um porto de águas profundas em São Luiz do Maranhão, que podia ser alcançado por uma ferrovia de 900 quilômetros de extensão (pela qual circula atualmente o maior trem de carga do mundo), vindo do interior, e navios de grande tonelagem do mercado oceânico, viabilizaram um novo circuito de atendimento à Ásia.

Primeiro país beneficiado por essa nova realidade, o Japão eliminou a dependência que tinha da Austrália, passou a receber minério com o dobro do teor de ferro australiano e por um preço equivalente ao do antigo fornecedor. Não surpreende que os japoneses tenham passado a comprar da Vale em escala crescente. E a China tenha seguido-lhe os passos, em volumes cada vez maiores, tornando-se, hoje, a maior cliente da Vale e responsável pela aquisição de 60% da produção de Carajás.

Com o salto dos preços do minério de ferro a partir de 2001 e a escalada de consumo da China em 2005, tornando-se a Ásia o destino da maior parte do melhor minério que há na Terra, os gigantescos números dessas transações impressionam e entusiasmas. Mas também assustam. Se há motivos para comemorar agora, amanhã não será a vez de chorar lágrimas de sangue pelas riquezas naturais que se foram de vez e não serão substituídas, já que minério não dá duas safras?

Uma composição da música popular brasileira alerta: “o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e de medida”. No final dos anos 1950, o jovem economista Celso Furtado, dos mais brilhantes intelectuais que o Brasil já teve, cunhou a expressão “feitorias de exportação” para bases logísticas, como as que se multiplicam no Brasil, voltadas para além dos oceanos. A primeira foi a do açúcar. A maior, a do ferro, hoje.

Junto com as riquezas, vão também os projetos e os sonhos. Como os do avanço da industrialização brasileira para uma etapa de criação de valor maior do que a atual. Talvez por isso a capitã da maior das feitorias de exportação prefira que as datas importantes passem em silêncio. Mesmo que sejam suas datas.

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Lúcio Flávio Pinto e Alberto Dines ganham o Prêmio Vladimir Herzog 2012

Lúcio Flávio Pinto em foto de Miguel Chikaoka.

A comissão do Prêmio Vladimir Herzog Especial 2012 acaba de conceder a honraria aos jornalistas Alberto Dines, editor do Observatório da Imprensa, e Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal. Segundo a curadora desta 34ª edição, Ana Luisa Zaniboni Gomes, em carta enviada a Lúcio Flávio em 28 de maio, o nome dele foi indicado por unanimidade e em caráter excepcional, pois o prêmio normalmente é atribuído a um profissional da imprensa que se destaque na luta pelos direitos humanos e pela cidadania.

Alberto Dines, que acaba de completar 80 anos de idade e 60 de profissão, é um dos mais atuantes e importantes profissionais da imprensa do país. À frente do OI, ele faz a crítica permanente da atuação da mídia no Brasil e abre espaço à fala de profissionais, como o próprio Lúcio Flávio, no programa televisivo OI na TV. Desde o ano passado, Dines tem dispensado atenção especial à luta de Lúcio Flávio diante da censura que lhe é imposta pela justiça do Pará.

A propósito, este ano, em agosto, o Jornal Pessoal completa 25 anos de criação.

A cerimônia de entrega da láurea será em 28 de outubro, no Teatro da PUC-SP, o TUCA.

Para saber mais sobre o Prêmio Vladimir Herzog, clique aqui.

Segue o conteúdo da carta enviada pela comissão organizadora da premiação ao jornalista paraense:

São Paulo, 28 de maio de 2012

Prezado jornalista

Lúcio Flávio Pinto

É com grande alegria que levamos a seu conhecimento a notícia de que seu nome foi escolhido para receber o “Prêmio Vladimir Herzog Especial 2012”. Este ano, excepcionalmente, haverá dois premiados nessa categoria. Ao seu lado, será laureado o jornalista Alberto Dines, que sabemos admirador de seu trabalho.

A escolha de seu nome foi unânime entre os componentes da Comissão Organizadora do Prêmio Vladimir Herzog. Sua trajetória corajosa e trabalho exemplar à frente do Jornal Pessoal são motivo de orgulho para todos os jornalistas brasileiros.

As entidades representadas na Comissão Organizadora acompanham com preocupação as pressões que se opõem ao seu trabalho jornalístico. Causa consternação que, 24 anos depois de promulgada a Constituição Federal de 1988, esse tipo de cerceamento ainda medre no país.

Sabemos que seu trabalho à frente do Jornal Pessoal combate justamente esse Brasil atrasado e autoritário. É exemplar o seu esforço para manter uma publicação independente que contraria interesses hegemônicos.

É com a expectativa de seu aceite que, desde já, esperamos tê-lo conosco na cerimônia de premiação, no próximo dia 23 de outubro, terça-feira, às 19h30, no Teatro da Universidade Católica – TUCA (Rua Monte Alegre, 1024, São Paulo).

Obrigado, Lúcio Flávio Pinto, pelo exemplo e pela motivação que sua atuação transmite à nossa sociedade. Receba, por meio desta carta, o nosso reconhecimento, nosso apoio e nossa gratidão.

Subscrevemo-nos, honrados.

Atenciosamente

Ana Luisa Zaniboni Gomes

Curadora da 34ª edição, em nome da Comissão Organizadora

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo ‐ ABRAJI

Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP

Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP

Federação Nacional dos Jornalistas ‐ FENAJ

Fórum dos Ex‐Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo

Instituto Vladimir Herzog

Ordem dos Advogados do Brasil ‐ Seção São Paulo – OAB/SP

Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

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