Por que a solidariedade a Lúcio Flávio Pinto não se estende à vendagem do Jornal Pessoal? Leia o que LFP respondeu

O selo que LuizPê criou para a campanha de solidariedade ao irmão.

O selo que LuizPê criou para a campanha de solidariedade ao irmão.

Atualizado às 13h34.

Luiz Pinto, editor de arte do Jornal Pessoal e, para quem ainda não sabe, irmão do Lúcio Flávio, fez a última da série de perguntas dos leitores-internautas ao LFP. LuizPê, que o acompanha diretamente na batalha do jornal impresso, aborda o apoio do público ao jornalista.

Luiz Pinto – Constatamos pela campanha de arrecadação da quantia em dinheiro para o pagamento da indenização ao Cecílio do Rego a enorme rede de solidariedade ao teu trabalho pelas causas amazônicas. Por que esse apoio não se estende à compra do Jornal Pessoal, já que o jornal é a maior expressão e a sobrevivência dessa tua luta, porém, a queda na venda só aumenta (mesmo levando em conta a crise do jornalismo impresso)?

LFP – Já participei de várias iniciativas para arrecadar fontes para o JP e formar grupos de apoio. Nenhuma prosperou. Lembro uma, comandada pelo então reitor da UFPA, o atual deputado federal Nilson Pinto de Oliveira, realizada no Núcleo de Arte, na Praça da República. Foi a primeira e única reunião, embora tenha começado muito bem.

Entendo esse esvaziamento. Cada um tem sua própria cruz para carregar e missões coletivas a desempenhar. Não sobra muito tempo, memória e energia para empenhar na causa do jornal. Para não renovar ilusões e frustrar esperanças, passei a considerar o JP como uma tarefa profissional, um trabalho normal. Ajo como se meu jornalzinho tivesse as mesmas condições das publicações da grande imprensa, apesar da sua condição idiossincrática (ao rejeitar a receita da venda de anúncio, o JP se condena ao pauperismo de meios para exercer o jornalismo).

Faço a minha parte da melhor maneira possível (embora tenha que reconhecer que é cada vez “menos melhor”, digamos assim, “antoniomagriescamente”). O leitor, se quiser, que faça a sua. Se não quiser, o jornal para. Como tem que ser. Do contrário, o editor vai se sentir herói ou injustiçado. Pobre do povo que precisa de herói, disse Bertolt Brecht pela boca de Galileu. A injustiça faz mal para o fígado. Melhor desopilá-lo com bom humor e tolerância.

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2 Comentários

Arquivado em O que Lúcio nos diz

2 Respostas para “Por que a solidariedade a Lúcio Flávio Pinto não se estende à vendagem do Jornal Pessoal? Leia o que LFP respondeu

  1. Marly Silva

    Uma campanha ? Legal , LuisPê .Como é que cê não pensou nisso antes , cumpadre ? Quêtá uma barraca do “ jorná pessoá” na quadra junina ? Você trás os jorná montado no seu stand-arte e os simpatizante da causa traze os comes & bebes ; e aí vamo vendendo o nosso peixe, digo, o JP, numas quebrada por aí . Sugiro o lançamento de um dossiê especiá sobre o assunto de meu interesse egoístico no momento : mídias urubuzarcas ( com todo o respeito aos urubus , espécie) . Estou precisada de números do JP que abordam a matéria para completar um trabalho não-egoístico , digo , de interesse público . Que tá ? vâmo fazê? Ocê , eu e quem mais quizé ?

  2. sergio gustavo figueira fialho

    lamento profundamente que a vendagem venha diminuindo e assim retrate o não interesse da população aos assuntos que são de grande atenção e lição para todos.peço que continue ensinando e provocando os seus leitores,mesmo sendo poucos comparado aos moradores desta cidade.

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