Uma nota de Lúcio Flávio Pinto aos seus leitores

O jornalista Lúcio Flávio Pinto nos envia esta nota sobre as suas mais recentes publicações que chegaram às bancas esta semana:

Polêmica na praça pública

Por Lúcio Flávio Pinto

A partir de hoje meus leitores terão duas publicações minhas à sua disposição.

Uma é o Jornal Pessoal regular, mas com quatro páginas a mais. Decidi encorpá-lo excepcionalmente, sem alterar-lhe o preço, para não restringi-lo a matérias sobre a grilagem de Cecílio do Rego Almeida. Sei que há leitores que se dizem saturados pelo assunto. Têm a mesma posição dos que não querem mais Maiorana no JP.

Como não concordo com essa visão, mas respeito a opinião dos meus leitores, estiquei a edição para 20 páginas, sem onerar o comprador do jornal, que pagará os 5 reais de praxe, e dando-lhe alternativas de leitura.

A matéria de capa da edição da 1ª quinzena de abril destaca o valor venal da área da qual o dono da Construtora C. R. Almeida tentou se apossar: 35 bilhões de reais. O distinto leitor podia fazer exercícios comparativos a partir desse valor: o que se podia fazer com esse dinheiro? Outro exercício: qual seria o abalo que o Pará sofreria se perdesse essa área? Talvez assim se desse conta da enormidade representada pelo descarado ato de pirataria fundiária.

Fico angustiado pelo silêncio em torno de questões como essa, que representam um saque nas riquezas do Estado e a sangria do seu potencial. Por isso decidi fazer o 6º dossiê do Jornal Pessoal. Com 60 páginas, custa R$ 10.

Editando as duas publicações ao mesmo tempo e tendo uma agenda de trabalho sobrecarregada, optei por não fazer a revisão do dossiê. Nunca me imaginei tomando essa decisão, mas tive que adotá-la para que o dossiê saísse logo. Não fosse assim e ainda estaria no útero gráfico, se tanto.

Relendo-o depois de impresso, percebi as miríades de errinhos que nele brilham. E até erros maiores, derivados da pressa e do cansaço (como atribuir a Hitler um livro que ele não escreveu, Minha Vida, quando todos sabem de Mein Kampf, Minha Luta).

Espero que o leitor considere veniais esses pecados e, para purgá-los, não aceite mais publicações sem a revisão (que faz falta todos os dias na grande imprensa, com erros bem mais graves).

Espero também que a generosidade dos meus leitores os leve a ignorar essas gralhas e dar atenção ao propósito da publicação, que aponta a responsabilidade da justiça paraense no crime perpetrado pelo grileiro. E que alerta a sociedade para a gravidade da sua omissão e passividade diante de situações tão graves (como exemplo, o dossiê mostra como o polo de alumínio ficou sem industrialização até hoje e acabou por se desnacionalizar, em silêncio).

A história do Pará pode ser feita de forma diferente. Vamos acreditar nessa possibilidade e fazer uma história melhor do que essa que nos impõem no dia a dia.

À leitura, pois. E ao debate necessário, em seguida.

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2 Comentários

Arquivado em O que Lúcio nos diz

2 Respostas para “Uma nota de Lúcio Flávio Pinto aos seus leitores

  1. E assim vai crescendo o Pará, como o rabo do cavalo.

  2. sergio gustavo figueira fialho

    não fico assustado com a falta de interresse do pará,pois o povo que houve uma musica chamada lek lek lek que toca tanto por ai. nunca terá motivo pra saber o que acontece nos seus quintais.

Manifeste solidariedade

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