A carta de Lúcio Flávio ao Diário do Pará

O jornalista Lúcio Flávio Pinto enviou ao jornal Diário do Pará a seguinte carta, agradecendo e corrigindo pontos da matéria publicada no caderno Você, edição de 14 de junho. A carta foi divulgada hoje.

Agradeço ao Diário do Pará e ao Leonardo Fernandes pelo destaque dado na edição de ontem à premiação com que o Jornal Pessoal foi distinguido pelo Instituto Vladimir Herzog, de São Paulo.

Peço a gentileza de dar guarida aos seguintes complementos e correções à generosa matéria:

1 – Espero estar em São Paulo para receber o Prêmio Vladimir Herzog no dia 23 de outubro, ainda que os fados cantem contra minhas velas ao vento.

2 – O risco que as viagens acarretam nos processos judiciais não é propriamente das audiências, marcadas com maior antecedência: é em função de decisões súbitas ou adotadas mesmo quando eu peço um tempinho para cumprir missões externas. Foi o que aconteceu, num dos exemplos mais graves, em 1995, quando fui à Espanha para uma conferência e descobri ao retornar que uma decisão fora tomada no dia da minha viagem, publicada e passado o prazo para o recurso.

3 – Foi Ronaldo, conforme atesta a primeira referência da matéria, e não Romulo Jr., apontado na segunda citação. o agressor no dia 21 de janeiro de 2005. Foi ele que alegou crimes de calúnia, injúria e difamação, além de ter cobrado indenização, por eu ter dito que fui espancado por ele, quando fui “apenas” agredido (estou tentando encontrar um sensor de golpes no corpo humano para ver se descubro a diferença, que não consta de dicionários do vernáculo ou do direito).

4 – Três dos sete irmãos Maiorana (Rosângela, Ronaldo e Romulo Jr.) ajuizaram 14 ações penais e cíveis contra mim (felizmente a maioria não seguiu o mau exemplo: Rosana, Ângela, Rose e Roberta ficaram de fora), das quais 9 depois da espancoagressão de Ronaldo. Muito sintomático.

5 – Foi o STJ (e não o STF) que negou seguimento ao meu recurso especial contra a condenação no processo de Cecílio do Rego Almeida, dada pelo incrível juiz substituto Amílcar Guimarães e confirmada pela corte do TJE. O presidente do Superior Tribunal de Justiça alegou falha formal e nem examinou o mérito da questão. Podia recorrer ainda no STJ e, depois, no TJE. Mas para quê? Desde que o incrível juiz me despachou, meu destino já estava traçado por um nobre autor. Ruidoso, aliás.

 

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1 comentário

Arquivado em O que Lúcio nos diz

Uma resposta para “A carta de Lúcio Flávio ao Diário do Pará

  1. Sugiro que façamos um abaixo-assinado endereçado à autoridade compe tente para servir como salvo conduto ao LFP, ante as surpresas advindas dos processos, quando ele tiver que se ausentar do Estado para receber o merecido prêmio – embora pense ser um absurdo que, para exercer o natural e constitucional direito de ir e vir, sejamos obrigados a recorrer a isto. Mas é a DEMOCRACIA. Vamos a ela, pois.

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