Lúcio Flávio Pinto pergunta aos seus leitores

O jornalista Lúcio Flávio Pinto enviou à moderação do blog a seguinte mensagem:

Boa parte da edição do JP 513, que acaba de chegar às bancas, é dedicada aos meus processos judiciais. Esse destaque tem dupla explicação. A uma (como dizem os advogados) é por eu considerar o assunto importante, de importância para a opinião pública muito maior do que teria se fosse apenas uma questão pessoal. Não é a interpretação do atual presidente da OAB nacional, o paraense Ophir Cavalcante Júnior, apresentada quando presidente da desgatada secção paraense da Ordem. A perseguição que os Maioranas me fazem, pela via direta da agressão ou através da perseguição judicial, é rixa familiar, segundo o causídico-chefe. Não é o meu entendimento, porém.

A segunda explicação, de relevância acessória ou complementar, é que, absorvido pelos temas forenses, não me sobrou tempo para dedicar ao acompanhamento da conjuntura, que constitui a essência do jornalismo: em cima dos fatos, com a maior aproximação possível da verdade. A conjuntura é tão rica e complexa que exige aplicação, trabalho, atenção e discernimentos para abordá-la da forma correta. Não podendo ser assim, esperar que no período da próxima edição as grades simbólicas – mas tentaculares – da justiça se afrouxem um pouco. Costuma ser esperança vã, mas nos armamos com ela mal rompe a manhã, parodiando Carlos Drummond de Andrade.

Alguns leitores já se manifestaram contra o espaço dado no Jornal Pessoal aos meus processos. Outros contraditaram essa opinião, partilhando minha posição. Como novamente o tema ocupou mais espaço do que nas edições anteriores, volto a consultar os leitores: apoiam esse acompanhamento, se interessam por ele, acham que devo dar o espaço que entender devido para lhes prestar informações a respeito, querem saber de mais?

Aguardo o retorno a esta consulta.

Lúcio Flávio Pinto

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8 Comentários

Arquivado em O que Lúcio nos diz

8 Respostas para “Lúcio Flávio Pinto pergunta aos seus leitores

  1. Cíntia

    Lúcio, não deixa de escrever sobre os processos. Precisas fazer isso. O JP é espaço pra isso. E nós teus leitores pagaremos 3, 5, 7, 10 reais pelo teu texto sempre! A tua coragem, a tua perseverança e a tua esperança já me arrebataram das trevas da desinformação e fizeram insusrgir a minha própria voz–e tenho certeza outras vozes, por mais que não as possa ouvir todas…
    Não deixa de escrever sobre teus processos na Justiça do Pará, nem sobre nada daquilo que sabes que precisar falar.

  2. Se é de interesse da sociedade e existe a disposição e meios de publicá-los, não vejo razão para não fazê-lo. Conte-nos tudo. Mostre-nos, ao leigos, como funciona as entranhas da Justiça,

  3. Pingback: Na pauta do JP 513 | TODOS COM LÚCIO FLÁVIO PINTO

  4. Luiz Mário de Melo e Silva

    Ao colocar os pingos nos “is”, ou seja, tratar o caso na esfera política, o jornalista fez o que os poderosos e seus asseclas mais temiam: revelou as entranhas, os bastidores onde se constroi a realidade, esta que jamais seria “kafquiana”, pois a política além de ser a defesa de interesses e ideias, estão aí os políticos profissionais para corroborar essa assertiva, ela tem, sobretudo, o condão de ser autorreveladora, causando, então, urticarias na elite – falida, diga-se! – que quer esse assunto encerrado. Portanto, já não era sem tempo esta titânica luta, para a liberdade da Amazônia. Luta que é um marco na HISTÓRIA da região (e releitura da História do Brasil). Continuemos, pois.

  5. Lúcio, compreender o juridiquês é complicado, mas acho importante dares a visibilidade sobre o que está acontecendo contigo, que, infelizmente, é esse personagem vítima de uma estrutura que se emperra em meio a tantos corredores e passos não dados. Sugiro, porém, que as informações possam ser dadas atualizando a situação e fazendo referência às publicações anteriores que já falaram sobre o todo, mesmo sabendo que isso prejudica os novos leitores do teu elegante texto.
    Acredito que os que pedem mais sobre outros temas são os que gostam de ouvir tuas opiniões sobre os temas diversos, e fazem isso sem saber que somos todos, os fãs de bom texto, condenados juntos contigo nos processos que te impedem de ter olhos alongados muito além dos autos, carimbos, cartórios e tudo o mais, e sei bem como é essa via crucis.
    Quanto ao que diz o presidente da OAB, concordo contigo. Quanto mais envolto na teia, menos mobilidade tens para andar e falar sobre o tudo que vem acontecendo no Pará, as novas relações de trabalho em Altamira, com Belo Monte, os impactos dos novos projetos, como a duplicação da ferrovia da Vale, o novo porto pesqueiro e a possibilidade de fim da pedra do peixe, no Ver-o-Peso, o Parque do Utinga e o mega projeto que estão desenhando – e fazendo – lá, os caminhos que seguimos ao decidir sermos o Pará desse tamanho…e tantas outras coisas mais.
    Como pessoas “mal acostumadas” com o bom papo que teu texto traz, sentimos falta de tudo e mais um pouco, e pedimos, mas também queremos saber dos processos e de quando conseguiremos, juntos, te tirar dessa teia.
    Ah! Uma boa dica que sei que já sabes. No arquivo do Centro de Memória da Amazônia, que guarda o acervo que o TJE jogaria fora, existem vários processos que certamente guardam algo de kafkiano (aproveitando que o Márcio Thomaz Bastos já o citou na defesa do Cachoeira), assim como o teu. Como não tens esse tempo para mergulhar lá, que tal um papo com o Professor Otaviano, para que faça essa sugestão de análise junto com os bolsistas? Seria ótimo um ciclo de conversa sobre isso lá, e como ele está conseguindo abrir de noite, também seria uma boa forma de ter boa programação na cidade.
    Precisando, conte comigo.
    Abraço,
    Edney Martins

  6. Obrigado ao Edney pelo apoio e à Rose pela sugestão. A sentença da dra. Odete foi editada com a preocupação de eliminar a parte mais técnica do texto e facilitar a leitura dos não iniciados. A questão, por ser co´mplexa, exige atenção redobrada na leitura e disposição para avançar no texto.É uma leitura de esforço. Espero que, ao final, o esforço valha a pena.

  7. Concordo com você, Edney. A informação sobre o andamento dos processos nos dão a dimensão do que ocorre longe dos olhos do público, dos nossos olhos, no movimento silencioso da justiça. Como sugestão ao Lúcio, eu diria apenas da importância de tornar mais palatável a apresentação dos problemas subjacentes aos autos, como ele fez nos dossiês da grilagem e da justiça e mesmo como está na última edição do JP, quando ele se reporta aos pareceres favoráveis a ele dados pela juíza Odete Carvalho em um dos processos. Isso permitiria ao público entender um pouco mais de todo o imbróglio sem ter que, necessariamente, compreender o juridiquês, essa língua estranha aos mortais. E também para que nós, o público, possamos fazer o nosso juízo sobre esses temas.

  8. Edney Silva Paiva

    Os processos que o Lúcio sofre não é uma questão pessoal, subjetiva, mas de todos os que são contrário à manipulação da informação de uma elite paraense que não fez mais do que agravar a situação colonial do estado do Pará.
    Portanto, os processos não apenas contra o Lúcio, mas atingem a todos nós, que sejam publicados, de forma que acompanhamos o comportamento de nossa suspeita justiça.
    Que sejam publicados!

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