Quem entra na roda da mineração?

Do blog A Vale que vale, em 6 de maio de 2012.

Por Lúcio Flávio Pinto

Como se previa, a data dos 15 anos de privatização da Vale transcorre ao relento. Parece uma página já virada da história recente do Brasil. Agora é só olhar para frente.

Sabemos que não é assim. São tantas as omissões, dúvidas e questionamentos que o enredo oficial da história só interessa a quem o escreveu. Além da necessidade de reescrever o que está pendente, é preciso usar essa história como guia para chegar ao futuro.

Na esperança de poder escrever essa história de forma coletiva, com a ajuda dos verdadeiros personagens, vou propor algumas tarefas aos leitores deste blog.

Aos que participam da duplicação da produção de minério de ferro de Carajás, por exemplo. O que podem dizer sobre o andamento das obras? Estão satisfeitos? Concordam com a nova escala de extração de minério? Sabem qual o seu destino? Como é o cotidiano da obra?

Também convido a entrar na roda dos depoimentos os que escrevem uma história inédita do país: a implantação dos dois projetos de níquel de Carajás, que deverá colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais.

Uma história também inédita, a do cobre, já anda pela metade. Logo o Brasil também entrará no ranking dos cinco maiores produtores mundiais. E estamos perdendo a oportunidade de registrar os passos desses empreendimentos.

Uma outra tarefa é para os que leram os relatórios da Vale sobre o primeiro trimestre de 2012. Quem leu? Que análise fez? Que projeções pode fazer sobre o atual exercício até o seu encerramento?

Vamos formar a roda de debates com o pessoal de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Eldorado dos Carajás, Marabá e todos os municípios abrangidos pelos projetos de mineração da Vale no sul do Pará.

Quem está fora dessa região também pode – e deve – falar. Vamos lá?

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3 Comentários

Arquivado em O que Lúcio nos diz

3 Respostas para “Quem entra na roda da mineração?

  1. Iara Ferraz

    Gostaria de dar voz aos indígenas – Xikrin do Cateté, Gavião de Mãe Maria, Awá Guajá e alguns Guajajara – que hoje comem as migalhas da Vale, sob forte pressão da empresa, que faz vista grossa (sobretudo após a privatização) em relação à Resolução do Senado de 1986, que condicionou a exploração da mina Carajás à execução de programas de apoio às populações indígenas afetadas. Dos 23 povos situados na área de influência de Carajás, apenas os quatro acima citados ficaram subjugados de forma extremamente autoritária aos tais programas de apoio. Muitos represnetantes desses povos tem condições de acompanhar esse importante debate.

  2. José Carlos Gondim

    Proposta realmente interessante, esse “mutirão” de informações sobre a questão (e outras, né?). Me interessou o tema dos relatórios 2012. Vou pesquisar, quem sabe volto com algo a debater ou perguntar, sugerir, enfim, o que der, sem compromissos maiores… O importante é que as pessoas se mobilizem e entrem na “corrente”. Abraços

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