Revista Samuel republica reportagem que deu origem ao Jornal Pessoal

Destaque na edição de nº 3.

O primeiro Jornal Pessoal

A reportagem “Um crime bem planejado”, escrita por Lúcio Flávio Pinto para o primeiro número do Jornal Pessoal, em 1987, volta à pauta na recém-lançada revista Samuel, da Última Instância Editora, de São Paulo. Editada por Breno Altman, a publicação tem como slogan fazer “O melhor da imprensa independente no Brasil e no mundo”, republicando grandes reportagens da imprensa alternativa, organizando dossiês que atualizam questões de importância mundial e, claro, abordando assuntos do momento.

O primeiro número da revista (dezembro/2011 e janeiro/2012) trouxe na capa o dossiê “Os Estados Unidos têm futuro?”. O segundo, de fevereiro e março, “Drogas: uma guerra perdida”. A reportagem de Lúcio Flávio, que ainda é a mais completa cobertura do assassinato do ex-deputado estadual paraense Paulo Fonteles (PCdoB), é um dos destaques do terceiro número (abril/maio), que tem como dossiê principal “Meio ambiente: mudanças que já dão certo”.

“Um crime bem planejado” revela todos os passos da preparação e efetivação da emboscada que, em 11 de junho de 1987, pôs fim à vida do  advogado fundiário que se tornou um dos mais combativos políticos de esquerda no Pará. Sem mandato desde que perdera a eleição um ano antes, Fonteles se tornou o alvo fácil de proprietários de terras que queriam fazer um acerto de contas. Em dois meses de investigação jornalística, o jornalista chegou aos mandantes e aos executores.

A reportagem dava início ao Jornal Pessoal, criado por Lúcio Flávio Pinto quando ele ainda era repórter de O Liberal. Apesar de não poder publicá-la no tradicional veículo, o jornalista encontrou o apoio dos dirigentes de O Liberal para imprimir o alternativo. A partir do segundo número, o JP passou a ser rodado em outras gráficas. Em 1988, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) considerou-o a melhor publicação do Norte e Nordeste do país, premiação que abriu caminho para outras na carreira de Lúcio Flávio Pinto, que já havia recebido dois Prêmios Esso por outros trabalhos.

Para saber mais, acesse o site da revista: http://www.revistasamuel.com.br/

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1 comentário

Arquivado em Dizem por aí

Uma resposta para “Revista Samuel republica reportagem que deu origem ao Jornal Pessoal

  1. Marly Silva

    BATALHA VITORIOSA !

    Caro Lucio ,

    Achei genial a ideia da Revista SAMUEL de brindar-nos com a publicação da matéria que deu origem ao JORNAL PESSOAL fruto da proposta editorial “vale à pena LER de novo “ ! Procurei a revista em algumas bancas mas não encontrei . Espero que muitos brasileiros possam , finalmente , depois de 25 anos , conhecer a história do crime que nos roubou uma das personalidades mais fortes e carismáticas da esquerda paraense , o ex-deputado PAULO FONTELES DE LIMA .
    Tai um bom exemplo de sensibilidade e sabedoria no campo jornalístico. Ele nos revela que a “inteligência dos inteligentes “ ainda não foi de todo extinta ameaçando-nos o futuro com a escuridão e a incerteza de um barco à deriva , como sugere o filosofo Paulo Arantes no seu atualíssimo livro “Extinção” ( Col. Estado de Sitio, Boitempo Editorial , 2007 ) .
    A iniciativa da SAMUEL nos trás também uma injeção de ânimo e otimismo com os rumos e os resultados de nosso movimento em defesa do JORNAL PESSOAL .
    Estou muito bem impressionada com a repercussão que conseguimos alcançar nesses primeiros meses de uma batalha travada junto a diferentes públicos visando , acima de tudo , VENCER A BARREIRA DO MEDO , vencendo o “paranoico” ( personagem do saudoso cartunista Henfil ) que habita cada um de nós , tal como os restos da ditadura habitam o Estado . Sua luta pessoal e sua disposição e entusiasmo de lutar coletivamente através de uma escrita cada vez mais apurada para fazer valer pelo convencimento aquilo em que acredita , certamente é o principal responsável por este sucesso na medida em que desafia-nos a enfrentar e exorcizar os nossos próprios fantasmas de modo a não temermos este campo tão precioso que é o campo da politica , ou seja , da experiência da LIBERDADE POLITICA numa sociedade de cultura marcadamente autoritária , patrimonialista e clientelista e que , por isso mesmo , carrega a pesada cruz dos restos de todas as suas ditaduras . Por essa razão deveríamos prestar mais atenção nas coisas que você escreve , reagir criticamente e agir politicamente no que tange ao enfrentamento dos desafios do presente se é que vislumbramos um futuro próximo para além do umbigo ególatra , corporativista , partidarista e outros “istas”
    Abraços
    Marly Silva

Manifeste solidariedade

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