IFCH recebe Lúcio Flávio Pinto em palestra sobre Direitos Humanos

Publicado originalmente no Portal da UFPA, 22/03/2012.

Auditório da UFPA lotado na palestra de Lúcio Flávio Pinto. Foto: Karol Khaled

Lúcio Flávio Pinto fala sobre direitos humanos na UFPA. Foto: Karol Khaled

Os Direitos Humanos na Amazônia” foi o tema da palestra do jornalista Lúcio Flávio Pinto, no Auditório Setorial Básico II do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA), nesta quinta-feira, 22. O professor Jorge Moraes, organizador da palestra, fala que um dos objetivos foi, “primeiramente, prestar solidariedade ao Lúcio, em relação à sentença a que foi condenado. E, em segundo lugar, debater a questão dos Direitos Humanos e a violação do direito de informação.”

Lúcio Flávio Pinto começou falando sobre os processos que sofreu, mas afirma que, em 46 anos de jornalismo, nunca foi desmentido e tem como provar tudo o que fala. O jornalista afirmou que as autoridades desejam acabar com o Jornal Pessoal. Ao tratar dos Direitos Humanos e da Amazônia, Lúcio Flávio destacou que só “nascer no Pará não te faz um paraense. Para ser um paraense, é preciso fazer algo. Temos que conhecer o nosso Estado,” disse.

Para a estudante de Comunicação Social Bianca D’Aquino, é muito importante conhecer a visão que o jornalista tem sobre a região. “Ele compreende a Amazônia de uma maneira mais ampla do que qualquer pessoa, e é muito importante pra gente que está dentro da Academia ter contato com essa visão e, principalmente, ter contato com alguém que busca os fatos, busca a verdade, para, assim, sabermos mais sobre algo que julgamos conhecer, a Amazônia. Nós moramos aqui e, por isso, achamos que a conhecemos, mas não é verdade.”

Segundo Lúcio Flávio, o direito à informação é um direito difuso, é um direito subjetivo. “Se você não tem a informação, você tem o direito de tê-la e pode cobrar daqueles que são obrigados a dar informações. Por exemplo, você manda cartas aos jornais e à imprensa. Se o jornal não dá atenção, você forma um grupo para apoiar um jornal alternativo ou criar, você próprio, um grupo de reflexão. Então, direito é isso: o que é conferido nas leis, e o que você quer que se torne direito, no futuro. E você luta por isso”.

Texto: Paloma Wilm – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Karol Khaled

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