No Observatório da Imprensa: crítica ao silêncio da Ajufe sobre Lúcio Flávio Pinto

Ainda na terça, 21, também no Observatório da Imprensa, Carlos Brickmann encerra o artigo “O júri e a imprensa”  criticando o silêncio da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) sobre o caso de Lúcio Flávio Pinto em declaração oficial recente a respeito da “preocupação com o ‘novo atentado à liberdade de imprensa e de opinião’ ocorrido no Equador”.

Veja o comentário do articulista:

Lá, sim…

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) manifestou sua preocupação com “novo atentado à liberdade de imprensa e de opinião” ocorrido no Equador. Lá, a Corte Nacional de Justiça ordenou a prisão de três diretores e um ex-diretor do jornal El Universo, condenando-os ainda a pagar uma indenização equivalente a US$ 40 milhões, por críticas ao presidente da República, Rafael Correa. “Sem um Poder Judiciário independente e uma imprensa livre não existe”, diz a nota da Ajufe, assinada por seu presidente, Gabriel Weddy.

… cá, não

Maravilha: este colunista é totalmente contrário não apenas à condenação citada como também aos esforços notórios do presidente Rafael Correa de restringir a liberdade de expressão. Mas sente falta, na nota da Ajufe, de uma citação a um caso brasileiro, o do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que acaba de ser condenado pela Justiça por um fato que é muito difícil entender.

Resumindo: Lúcio Flávio Pinto é um profissional de primeira linha, conceituadíssimo, especialista em problemas da Amazônia (o que inclui grilagem, pistolagem etc.) Há alguns anos, denunciou o empresário Cecílio Rego de Almeida, proprietário da empreiteira C. R. Almeida, por apropriar-se indevidamente de 4,7 milhões de hectares de terras públicas. O empreiteiro processou-o. No fim do ano passado, a Justiça decidiu que as terras em questão eram efetivamente griladas, e determinou que fossem devolvidas a seu legítimo proprietário, o Estado. E agora, no início deste ano, condenou o jornalista Lúcio Flávio Pinto à pena de multa, por ofensa ao empresário Cecílio Rego de Almeida.

Se a denúncia de Lúcio Flávio Pinto estava correta, como a Justiça decidiu, onde é que está a ofensa? Para uma associação de juízes, deve ser complicado manifestar-se sobre uma questão decidida por magistrados; mas, se considera adequado manifestar-se sobre questões de outro país, por que não comentar o caso brasileiro, muito mais próximo de nós?

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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