A que se destina a Justiça?

Ao mesmo tempo em que o jornalista Lúcio Flávio Pinto aguarda o Tribunal de Justiça do Pará executar a sentença indenizatória aos herdeiros do falecido empresário Cecílio do Rego Almeida, a mídia internacional acompanha, preocupada, a condenação dos proprietários do jornal El Universo, do Equador, processados por difamação pelo presidente Rafael Correa. Leia aqui a matéria no G1.

Na última quinta-feira, 16/02, a Corte Nacional de Justiça do Equador (CNJ) confirmou a condenação de um diretor e três editores do periódico a três anos de prisão e ao pagamento de 40 milhões de dólares a Correa. Os condenados, que já estão fora do país, pedem asilo político. Entidades como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) denunciam o caso e pedem a revisão da sentença.

No finalzinho de 2011, o historiador e professor da Universidade de São Carlos (SP), Marco Antonio Villa, publicou um artigo intitulado “Triste Judiciário”, em Globo, (leia aqui), refletindo sobre a distância que existe entre os gastos e privilégios dos ministros e funcionários do STJ e a tarefa de garantir a cidadania pela aplicação da justiça.

São situações aparentemente distantes, mas elas falam do sentido da justiça, do exercício político, da experiência da cidadania. A que se destina, afinal, a Justiça? Não se pode deixar de refletir sobre isso.

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